sábado, 9 de abril de 2011

Limpeza da Gaita

Bom, tentando manter a meta de pelo menos um post por semana... vamos ao dessa!

Depois de um bom tempo tocando a mesma gaita todo dia podemos perceber a formação de "crostas de baba" no orifícios da gaita (nada bonitos de ver...) e esses resíduos acabam muitas vezes entupindo a gaita, que gera uma certa dor de cabeça no pessoal .

Vamos ao processo: Eu sempre uso uma escova de dentes velha, daquela que já ta bem amaciada pra tirar a parte mais grossa da "craca" e depois de desmontada a gaita uso uma solução de 10% vinagre e 90% água em um copo e coloco as placas de vozes dentro e deixo por uns 15min, depois de retiradas as placas da solução devem ser secadas cuidadosamente! E aí é só remontar a gaita e continuar com os sopros!

Segue um Passo-a-passo:






ps: A qualidade das fotos ta ruim, mas da pra perceber a diferença da 1° pra 3° foto...

Logo mais escrevo um post sobre vedação e com fotos melhores ;)

Bons sopros!

domingo, 3 de abril de 2011

Volume ?

Seguindo o conselho do Caio (Gaita e Poesia ) voltarei a postar no blog...

Muitos reclamam do volume da gaita, dizem que é muito "baixo" ou que a gaita não tem "presença". Isso tudo por ser resolvido com regulagens básicas na gaita e algumas customizações.


Devidamente vedada (cera de abelha) e com a parte de trás aberta (na base da martelada... isso mesmo, MARTELO!, leva algumas gaitas até tu atingir um visual assim bonitinho.) pra maior volume

"out of box".

São todas customizações básicas que todo gaitista deve saber fazer.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Garotos da Rua


Eu Já Sei

Composição: Caramez, B Garcia

"Você fala, me diz tudo que quer
Bate a porta, diz que eu sou passado,
Que está tudo acabado
Quando se lembra de mim
Já sei que está chegando o fim
O dinheiro acabou, os amigos se foram
Não tem mais pra onde ir
Me acorda
De madrugada
Chora, troca o meu nome
Treme nos meus braços
Fala que me ama
Com gosto de rua me pede pra ficar
É quando você volta
Pela mesma porta
Já não sei como posso
Fingir pra acreditar
Acha que pode
Mudar assim meu mundo
E me fazer esquecer tudo
O tempo não existe
Diz que eu sou sua vida
A paz que precisa pra recomeçar
É quando você volta
Pela mesma porta
Já não sei como posso
Fingir pra acreditar"




Eu acho que é um ótimo blues naional.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

História do Blues: O blues de Chicago

Em meados dos anos 40, começa um período intenso de migração do delta do Mississippi para Chicago, que já ocorria há alguns anos, porém de forma mais escassa. A população negra do sul dos Estados Unidos, procurando fugir da repressão e das condições precárias de vida que lá encontravam, viram em Chicago um lugar para novas oportunidades. Os músicos de Blues que, por essa época, chegavam em grande número a Chicago, encontraram a eletricidade na música, o que possibilitou uma gama enorme de novas possibilidades e os permitiu alçarem vôos mais altos com sua música. Talvez o grande nome dessa nova fase tenha sido o de Muddy Waters, o primeiro a eletrificar todos os instrumentos de sua banda. Com seu blues carregado, poderoso e intenso, Muddy Waters é talvez, junto com Robert Johnson, a figura mais influente e popular do blues americano, sendo o primeiro bluesman a ter seu nome reconhecido fora dos Estados Unidos, sobretudo na Inglaterra, onde influenciaria posteriormente o surgimento de diversas bandas importantes como The Beatles, Yardbirds e The Rolling Stones. Essa última inclusive teve seu nome baseado em uma música de Muddy Waters, Rollin' Stone. Waters compôs e/ou interpretou inúmeros clássicos máximos do blues como Baby Please Don't Go, I Can't Be Satisfied, Honey Bee e Hoochie Coochie Man, entre muitas outras. Sua importância no desenvolvimento do blues como gênero dominante no cenário mundial é tão grande que é necessário um capítulo à parte para descrever toda a sua obra.

Outro grandioso nome do blues surgido nesse período foi o de Willie Dixon. Um dos poucos baixistas líder de banda do Blues, Dixon é considerado o "poeta do blues", já que suas letras se tornaram hinos da cultura bluesística. Sem dúvida é o mais importante compositor da segunda geração do blues. É dele a composição de um dos maiores clássicos, Hoochie Coochie Man, que se tornou famosa na versão de Muddy Waters. Entre outros clássicos estão You Shock Me, I Can't Quit You Baby, Little Red Hooster (composição em parceria com Howlin' Wolf), Spoonful e Back Door Man.

Não menos importante foi o nome de Howlin' Wolf. Guitarrista e gaitista de origem, ficou famoso por sua voz rouca e de um blues bastante swingado. Definiu um estilo impossível de não ser reconhecido, que influenciaria de forma marcante posteriormente músicos como Eric Clapton, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Suas parcerias com Willie Dixon renderam verdadeiras obras primas, além de composições conjuntas. Destaques para The Little Red Rooster e Howlin' For My Baby.

A guitarra elétrica se tornou unanimidade absoluta no blues, nesse período, porém nenhum outro nome consagrou tanto a guitarra solo como elemento central do blues quanto B.B. King. Influenciado diretamente por T-Bone Walker, outro virtuose da guitarra solo, B.B. King criou um estilo único e quase inigualável de frasear o instrumento, de forma pura e melódica como poucos conseguem. O seu vibrato tornou-se marca registrada, dando aos solos de guitarra uma forma quase verbal. Sem falar de seu vocal-tenor que muitas vezes se destacava mais que o próprio instrumento. Influenciando praticamente todos os guitarristas que vieram posteriormente, é classificado, merecidamente, como o "rei do blues". De fato, blues e B.B. King hoje são termos quase inseparáveis.

Inevitável não citar a figura de John Lee Hooker, que se identificaria posteriormente pelo seu Booggie, e seu estilo falado de cantar, que se tornaria sua marca registrada. Porém sua importância no blues vai muito mais além do que apenas uma vertente adjunta. Além de ter sido um dos primeiros a eletrificar a guitarra no blues, John Lee Hooker foi o percursor do Blues de Chicago, antes mesmo de Muddy Waters ganhar renome e importância, e suas obras foram de total referência na estilo Rock que estava nascendo.

sábado, 24 de outubro de 2009

Albert King - Blues Power




Albert King (25 de Abril, 1923 – 21 de Dezembro, 1992) foi um influente guitarrista e cantor americano de blues.

Um dos "Três Kings" da guitarra Blues (junto com B.B. King e Freddie King), ele possuía uma figura imponente de 1,93m de altura e 118 kg. Ele nasceu Albert Nelson em uma família humilde em Indianola, Mississipi, em uma plantação de algodão onde trabalhou na sua juventude. Uma de suas primeiras influências musicais foi o pai, Will Nelson, que tocava guitarra. Durante sua infância, ele também cantava gospel em uma igreja local. Albert começou sua carreira profissional em um grupo chamado In the Groove Boys, em Osceola, Arkansas.
Albert King era canhoto e tocava uma guitarra Gibson Flying V virada de forma que as cordas graves ficavam para baixo. King usava suas próprias afinações estranhas, sobre as quais ainda há controvérsia. Um guitarrista com estilo "menos é mais", King era conhecido por conseguir tirar de uma única nota mais sentimento do que a maioria dos guitarristas conseguia de 1000.

História do Blues: As raízes no delta

Há várias versões sobre aquela que é a primeira composição típica de blues, assim como seu primeiro idealizador. Diz a lenda que o autoproclamado "Pai do Blues" W. C. Handy ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava clandestinamente em um vagão de trem e observava um homem que tocava violão com um canivete.[carece de fontes?] Daí teria surgido aquele que é dito como o primeiro blues da história, St. Louis Blues. Porém o mais correto a afirmar é que o blues surgiu de uma forma mais ambiental e progressiva do que uma única canção. De fato, a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi o marco inicial para o surgimento do blues como estilo de música.

O primeiro nome popular a surgir como músico específico de blues foi o de Charley Patton, em meados da década de 20. Posteriormente, na mesma época, surgiram nomes como de Son House, Willie Brown, Leroy Carr, Bo Carter, Silvester Weaver, Blind Willie Johnson, Tommy Johnson entre outros. A princípio, a maioria das canções interpretadas eram cantos tradicionais como Catfish Blues e John The Revelator, canções essas que tiveram vários intérpretes e versões variadas no decorrer da história. Porém, foi na década de 30 que surgiu aquele que é talvez o nome mais influente e idolatrado do blues: Robert Johnson. Influenciado sobretudo por Son House e Willie Brown, Johnson viveu pouco tempo, cerca de 27 anos, sendo que a sua data de nascimento não é totalmente precisa. Vitimado, segundo a lenda, por um whisky envenenado pelo marido de uma de suas amantes.[carece de fontes?] Gravou 29 canções apenas, entre 1936 e 1937, porém são considerados os maiores clássicos de blues de todos os tempos. Diz ainda a lenda que o estrelato de Robert Johnson veio após um trato feito com o diabo numa encruzilhada.[carece de fontes?] Johnson entregou sua alma ao diabo e em troca ele se tornaria o maior cantor de blues de todos os tempos. Coincidências à parte, de fato a curta vida de Robert Johnson é repleta de mistérios, sobretudo a sua controvertida morte.

No final dos anos 30 e inícios dos 40 surgiram as primeiras grandes bandas de blues, de Sonny Boy Williamson e Big Bill Broonzy. E a partir de 1942 o blues sofre sua primeira grande "revolução" interna com o soar das primeiras notas eletrificadas do legendário guitarrista T-Bone Walker. Certamente é deste nome que remonta as origens do formato consagrado do blues moderno, baseado na repetição 12 compassos da melodia base e com o solo totalmente livre do acompanhamento, (ou seja, o puro improviso) o que não ocorria até então já que o solista era na maioria dos casos também o responsável pelo parte rítmica instrumental. O que certamente tornou possível a T-Bone Walker ser o precursor do estilo clássico moderno do blues foram suas raízes no Jazz, que posteriormente imortalizariam a marca de seu Blues. Com a explosão do blues em Chicago e o advento da eletricidade na música, o blues atingiu um patamar novo, deixando de ser restrito a um pequeno grupo, para se tornar cultura popular no sul dos Estados Unidos.

sábado, 17 de outubro de 2009

História do Blues: As origens



O blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, posteriormente definido como "blues", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".